Quem trabalha com linha pesada sabe que a legislação ambiental ficou mais rigorosa nos últimos anos. Portanto, o sistema de redução catalítica seletiva não é opcional. Ele precisa funcionar corretamente para que o caminhão opere dentro das normas do Proconve P7 e P8. Segundo o blog da CNT:
“A PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vêm realizando operações de fiscalização para combater as irregularidades. O Ibama alerta que “a instalação de botões, chaves, sensores, softwares ou qualquer outro dispositivo que vise enganar o sistema de controle de emissões para a não utilização do Arla 32” caracteriza-se “ilícito ambiental, tanto para quem vende/executa a instalação como para o proprietário do veículo”. A multa, conforme o órgão, pode chegar a até R$ 50 milhões.”
No entanto, muitos problemas no sistema SCR começam justamente no tanque de arla. E o motivo é simples. Falta de manutenção preventiva e uso inadequado do fluido comprometem todo o conjunto.
Sumário
Mas afinal, o que é o ARLA?
O tanque de arla armazena o Arla 32, solução composta por ureia automotiva e água desmineralizada. O sistema injeta esse fluido no escapamento, onde ocorre reação química que reduz a emissão de óxidos de nitrogênio.
Portanto, o tanque não participa da combustão. Contudo, ele garante que o fluido correto chegue ao módulo de injeção no momento certo.
Se o reservatório apresentar contaminação, vazamento ou falha estrutural, o sistema SCR perde eficiência. Consequentemente, o caminhão pode reduzir potência automaticamente.
Onde começa o problema?
Muitos motoristas enfrentam falhas no sistema porque negligenciam cuidados básicos. Alguns abastecem com produto de procedência duvidosa. Outros deixam o nível baixar além do recomendado.
Além disso, a exposição constante ao calor, vibração e impurezas externas pode comprometer a vedação e os sensores internos. Quando isso acontece, o módulo eletrônico registra erro.
O motorista então percebe alerta no painel e redução de desempenho. Ele se pergunta por que o caminhão perdeu força. A resposta, muitas vezes, está no tanque de arla.

Por que a manutenção é crítica?
A manutenção é crítica porque o sistema SCR depende de leitura precisa de nível, temperatura e qualidade do fluido. Se o tanque sofrer contaminação, o sensor pode interpretar dados incorretos.
Além disso, a cristalização do Arla pode ocorrer quando o fluido evapora parcialmente. Esse processo gera resíduos sólidos que prejudicam a bomba e o injetor.
Veja alguns riscos associados à falta de manutenção:
- Redução automática de potência
- Aumento do consumo de combustível
- Travamento do sistema após desligamento
- Danos à bomba do módulo SCR
- Substituição de sensores
Portanto, não se trata apenas de manter o reservatório cheio. Trata-se de preservar a integridade estrutural e a qualidade do fluido.
» Leia também: Sistema Arla: principais curiosidades que os caminhoneiros precisam saber
Como evitar falhas no tanque de arla?
Primeiramente, utilize apenas Arla 32 certificado. Nunca misture água comum ou produtos alternativos. Embora alguns tentem improvisar para economizar, essa prática gera custo muito maior depois.
Em seguida, mantenha a tampa sempre vedada. Poeira e resíduos externos comprometem a pureza do fluido. Além disso, verifique periodicamente conexões e mangueiras.
Outro ponto importante envolve a inspeção visual do reservatório. Se houver trinca ou vazamento, substitua imediatamente. Pergunte-se por que arriscar pane eletrônica por descuido simples.
Manutenção preventiva reduz risco de falha corretiva.

Proteja seu sistema SCR com decisão técnica
O tanque de arla integra o sistema de controle de emissões. Ele exige atenção, inspeção periódica e uso correto do fluido. Quando você mantém esses cuidados, evita alerta no painel, perda de potência e custo elevado.
Se precisar substituir o tanque ou verificar componentes relacionados ao sistema SCR, fale com especialistas que entendem de linha pesada.
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